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	<title>Comentários em: Batalha de Montijo, 26 de Maio de 1644</title>
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	<description>Blogue de História Militar dedicado à Guerra da Restauração ou da Aclamação, 1641-1668</description>
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		<title>Por: carlos duran</title>
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		<dc:creator>carlos duran</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 23:42:39 +0000</pubDate>
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		<description>Grazas ao moderador pola sua resposta amavel como sempre

agardo o traballo referido con muitas ganas mais xa teño falado dista batalha noutros foros e teño publicado artículos dela e a miña opinion segue a ser a mesma ata que outras novas muden as miñas ideias actuais: a batalha de Montijao foi unha batalha indecisa sen ganhador claro mais penso que as perdas foron mais fortes para o exercito portugués e o combate significou o cambio da iniciativa da campaña para o exercito da monarquia hispánica.
Por outra banda aproveito para facer  un pedimento, gostaria de saber algunha noticia de fonte portuguesa do combate o batalha que na historia militar espanhola coñecese por o nome de villaviciosa no ano 1646 no goberno militar do exercito de Estremadura do Marqués de Leganés  e do portugués de Matias de Alburquerque, e que segundo as fontes espanholas foi vitoria importante. Gostaria de saber que dicen as fontes portuguesas do combate, si e que lle dan importancia.
Grazas, muito obrigado

Carlos Duran Eiras (Galiza-Espanha)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grazas ao moderador pola sua resposta amavel como sempre</p>
<p>agardo o traballo referido con muitas ganas mais xa teño falado dista batalha noutros foros e teño publicado artículos dela e a miña opinion segue a ser a mesma ata que outras novas muden as miñas ideias actuais: a batalha de Montijao foi unha batalha indecisa sen ganhador claro mais penso que as perdas foron mais fortes para o exercito portugués e o combate significou o cambio da iniciativa da campaña para o exercito da monarquia hispánica.<br />
Por outra banda aproveito para facer  un pedimento, gostaria de saber algunha noticia de fonte portuguesa do combate o batalha que na historia militar espanhola coñecese por o nome de villaviciosa no ano 1646 no goberno militar do exercito de Estremadura do Marqués de Leganés  e do portugués de Matias de Alburquerque, e que segundo as fontes espanholas foi vitoria importante. Gostaria de saber que dicen as fontes portuguesas do combate, si e que lle dan importancia.<br />
Grazas, muito obrigado</p>
<p>Carlos Duran Eiras (Galiza-Espanha)</p>
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	<item>
		<title>Por: Jorge P. de Freitas</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-207</link>
		<dc:creator>Jorge P. de Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 20:38:55 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado, amigo Carlos Duran, pela sua resposta. Não tenho, por norma, o hábito de censurar as opiniões dos leitores, preferindo deixar aberto o diálogo entre comentadores, mesmo que alguns comentários veiculem opiniões com as quais não concordo.
No caso de Montijo (e eu creio que já escrevi por aqui algo sobre isso) as fontes impressas que inspiraram, até há algumas décadas, historiadores de ambos os lados da fronteira, eram as relações destinadas a propagandear os feitos de armas de cada exército. As interpretações vincadamente nacionalistas beberam exclusivamente aí, sem explorarem um manancial de documentos diversos, nos arquivos de Portugal e Espanha, que permitiriam obter conclusões mais objectivas e menos desapaixonadas do ponto de vista ideológico. Tenho procurado, modestamente, chamar a atenção para alguns desses documentos, em resultado das minhas próprias pesquisas e do diálogo com outros historiadores. A este respeito, o investigador Sr. Julián García Blanco tem vindo a estudar e a reunir elementos sobre a batalha de Montijo, seguindo uma metodologia mais de acordo com as exigências da moderna historiografia. Aguardemos o resultado do seu trabalho, que eu acredito irá ser muito interessante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, amigo Carlos Duran, pela sua resposta. Não tenho, por norma, o hábito de censurar as opiniões dos leitores, preferindo deixar aberto o diálogo entre comentadores, mesmo que alguns comentários veiculem opiniões com as quais não concordo.<br />
No caso de Montijo (e eu creio que já escrevi por aqui algo sobre isso) as fontes impressas que inspiraram, até há algumas décadas, historiadores de ambos os lados da fronteira, eram as relações destinadas a propagandear os feitos de armas de cada exército. As interpretações vincadamente nacionalistas beberam exclusivamente aí, sem explorarem um manancial de documentos diversos, nos arquivos de Portugal e Espanha, que permitiriam obter conclusões mais objectivas e menos desapaixonadas do ponto de vista ideológico. Tenho procurado, modestamente, chamar a atenção para alguns desses documentos, em resultado das minhas próprias pesquisas e do diálogo com outros historiadores. A este respeito, o investigador Sr. Julián García Blanco tem vindo a estudar e a reunir elementos sobre a batalha de Montijo, seguindo uma metodologia mais de acordo com as exigências da moderna historiografia. Aguardemos o resultado do seu trabalho, que eu acredito irá ser muito interessante.</p>
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		<title>Por: carlos duran</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-206</link>
		<dc:creator>carlos duran</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 19:27:26 +0000</pubDate>
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		<description>Non sabia si responder ao derradeiro comentario de Antonio Pena (apelido moi comun na miña Galiza, porque remata con &quot;que aprendan e nos deixen en paz&quot;; non e un comentario amistoso e xa funme doutros foros portugueses por ver pouca historia e muito nacionalismo mais ainda vou responder a risco de que non se respete a miña opinión.
Pois eu respeto a sua totalmente, mais non estou dacordo, supoño que teño dereito iso e o moderador sei que mo concede.
A cavaleria portuguesa seguindo o relatorio da batalha de Montijo de conde de Ericeira  fuxiu depois dos primeiros combates e refuxiou nunha arboreda ata o final da mesma, pensando ao escoitar os cañons que eran os sinais da vitoria espanhola, penso que unha derrota como a mencinada nas fontes portuguesas non e doada sen o apoio da cavaleria no contexto da batalha, relatorios castelans menores e de persoas do lugar falan da fuxida do exercito portugués e tamen gostaría, con sinceridade, coñecer as fontes &quot;neutrais&quot;  das que fala e que recoñecen a vitoria portuguesa, eu non as coñezo e me gostaría votarlles unha ollada.
Penso que os paises opinaban segun as simpatias que tiñan polos dous reinos.
Enquanto as vitorias portuguesas nesta guerra ninguen as dubida, Portugal tivo a sorte nesta guerra e na guerra do século XIV de dispor de maravilhosos xefes militares, enquanto a espanha neste momento estaba no seu peor momento, en loita con media europa, a piques de se esnaquizar como reino (conspiracións independentistas en aragon, andaluzia e catalunha aparte portugal) e en ruina económica; e por finalizar tal era a debilidade que sendo tan grande monarquia non foi capaz de afrontar ningunha batalha importante con maior número de homes que portugal agás na batalha das linhas de elvas, brillante vitoria portuguesa precedida tamen e ben certo do grande desastre de Badajos en 1658, por exemplo na batalha de montesclaros o numero de homens nos dous exercitos conhecese ben, eran praticamente os mesmos homes nos dous bandos.
Sei que os portugueses teñen mal recordo dunha castela que buscaba sempre a unidade peninsular a costa dos portugueses (nos os galegos tamen estivemos submetidos e nosa lingua e cultura asoballadas) mais tamen e verdade que afonso V intentou a unidade peninsular baixo a hexemonia portuguesa, non o conseguiu.
Suplico perdao polo longo da miña resposta, eu veño a este maravilhoso blog a falar non de politica mais sim de historia militar e un saudo e todo o meu respeto a Antonio Pena e todos os meus irmaos portugueses e o de irmaos o digo de todo coraçao.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Non sabia si responder ao derradeiro comentario de Antonio Pena (apelido moi comun na miña Galiza, porque remata con &#8220;que aprendan e nos deixen en paz&#8221;; non e un comentario amistoso e xa funme doutros foros portugueses por ver pouca historia e muito nacionalismo mais ainda vou responder a risco de que non se respete a miña opinión.<br />
Pois eu respeto a sua totalmente, mais non estou dacordo, supoño que teño dereito iso e o moderador sei que mo concede.<br />
A cavaleria portuguesa seguindo o relatorio da batalha de Montijo de conde de Ericeira  fuxiu depois dos primeiros combates e refuxiou nunha arboreda ata o final da mesma, pensando ao escoitar os cañons que eran os sinais da vitoria espanhola, penso que unha derrota como a mencinada nas fontes portuguesas non e doada sen o apoio da cavaleria no contexto da batalha, relatorios castelans menores e de persoas do lugar falan da fuxida do exercito portugués e tamen gostaría, con sinceridade, coñecer as fontes &#8220;neutrais&#8221;  das que fala e que recoñecen a vitoria portuguesa, eu non as coñezo e me gostaría votarlles unha ollada.<br />
Penso que os paises opinaban segun as simpatias que tiñan polos dous reinos.<br />
Enquanto as vitorias portuguesas nesta guerra ninguen as dubida, Portugal tivo a sorte nesta guerra e na guerra do século XIV de dispor de maravilhosos xefes militares, enquanto a espanha neste momento estaba no seu peor momento, en loita con media europa, a piques de se esnaquizar como reino (conspiracións independentistas en aragon, andaluzia e catalunha aparte portugal) e en ruina económica; e por finalizar tal era a debilidade que sendo tan grande monarquia non foi capaz de afrontar ningunha batalha importante con maior número de homes que portugal agás na batalha das linhas de elvas, brillante vitoria portuguesa precedida tamen e ben certo do grande desastre de Badajos en 1658, por exemplo na batalha de montesclaros o numero de homens nos dous exercitos conhecese ben, eran praticamente os mesmos homes nos dous bandos.<br />
Sei que os portugueses teñen mal recordo dunha castela que buscaba sempre a unidade peninsular a costa dos portugueses (nos os galegos tamen estivemos submetidos e nosa lingua e cultura asoballadas) mais tamen e verdade que afonso V intentou a unidade peninsular baixo a hexemonia portuguesa, non o conseguiu.<br />
Suplico perdao polo longo da miña resposta, eu veño a este maravilhoso blog a falar non de politica mais sim de historia militar e un saudo e todo o meu respeto a Antonio Pena e todos os meus irmaos portugueses e o de irmaos o digo de todo coraçao.</p>
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	<item>
		<title>Por: Antoónio Pena</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-204</link>
		<dc:creator>Antoónio Pena</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:56:25 +0000</pubDate>
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		<description>Os comentários do senhor Duran parecem-me até algo moderados em relação ao que costumo ler vindo lá do outro lado da raia.O certo é que neste caso o exército português foi acometido com muito vigor desde o início e teve severíssimas baixas tendo em conta os efectivos em liça,mas devido a certas circunstâncias conhecidas,apesar de ter tido no final mais baixas,venceu a batalha,e se os contrários não perderam tantos efectivos,foi porque simplesmente deram às de vila diogo.É o que concluo das pesquisas que tenho feito e provenientes de fontes em várias línguas.
Todos consideram uma importante vitória das armas portuguesas sobre os usurpadores espanhóis.Só &quot;nuestros hermanos&quot;pretendem o contrário.Mas,já estamos habituados.O certo é que a nação portuguesa recuperou a sua independência sobre forças bem superiores e como é sabido venceu todas as batalhas importantes.Os espanhóis lá tiveram a consolação da retirada de Telena,que não sabemos exactamente o que foi.QUE APRENDAM E NOS DEIXEM EM PAZ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários do senhor Duran parecem-me até algo moderados em relação ao que costumo ler vindo lá do outro lado da raia.O certo é que neste caso o exército português foi acometido com muito vigor desde o início e teve severíssimas baixas tendo em conta os efectivos em liça,mas devido a certas circunstâncias conhecidas,apesar de ter tido no final mais baixas,venceu a batalha,e se os contrários não perderam tantos efectivos,foi porque simplesmente deram às de vila diogo.É o que concluo das pesquisas que tenho feito e provenientes de fontes em várias línguas.<br />
Todos consideram uma importante vitória das armas portuguesas sobre os usurpadores espanhóis.Só &#8220;nuestros hermanos&#8221;pretendem o contrário.Mas,já estamos habituados.O certo é que a nação portuguesa recuperou a sua independência sobre forças bem superiores e como é sabido venceu todas as batalhas importantes.Os espanhóis lá tiveram a consolação da retirada de Telena,que não sabemos exactamente o que foi.QUE APRENDAM E NOS DEIXEM EM PAZ&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Batalha de Montijo &#8211; 365 anos depois &#171; Guerra da Restauração</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-166</link>
		<dc:creator>Batalha de Montijo &#8211; 365 anos depois &#171; Guerra da Restauração</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 23:16:49 +0000</pubDate>
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		<description>[...] aniversário do primeiro grande recontro da Guerra da Restauração, remeto para o que escrevi há um ano. Apreciem, entretanto, a magnífica ilustração apresentada em La memoria ausente. Cartografia de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] aniversário do primeiro grande recontro da Guerra da Restauração, remeto para o que escrevi há um ano. Apreciem, entretanto, a magnífica ilustração apresentada em La memoria ausente. Cartografia de [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Regimentos holandeses de 1641 ao serviço da Coroa portuguesa (cavalaria e infantaria - organização teórica) &#171; Guerra da Restauração</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-106</link>
		<dc:creator>Regimentos holandeses de 1641 ao serviço da Coroa portuguesa (cavalaria e infantaria - organização teórica) &#171; Guerra da Restauração</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 18:22:21 +0000</pubDate>
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		<description>[...] oficiais holandeses e franceses) no Alentejo. Pick foi capturado pelos espanhóis na batalha de Montijo e só foi libertado em finais de 1646, tendo regressado à [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] oficiais holandeses e franceses) no Alentejo. Pick foi capturado pelos espanhóis na batalha de Montijo e só foi libertado em finais de 1646, tendo regressado à [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge P. de Freitas</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-102</link>
		<dc:creator>Jorge P. de Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 17:54:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://guerradarestauracao.wordpress.com/?p=107#comment-102</guid>
		<description>Estimado Portuguez

Muito agradeço a sua visita a este blogue. Devo, no entanto, corrigir um pormenor importante no seu comentário: a praça de Valência de Alcântara só foi conquistada pelos portugueses em 1664. Na campanha desse ano, dando sequência à vitória do Ameixial no ano anterior, o exército português tomou a iniciativa das operações e conquistou Valência de Alcântara. Seria devolvida à Coroa Espanhola quatro anos depois, após a ratificação do tratado de Paz.

O caso da batalha de Montijo é bastante mais complexo. Ambos os lados clamaram vitória, mais por motivos propagandísticos (as narrativas impressas eram uma outra &quot;frente de batalha&quot;) do que estritamente militares. O exército português, num conceito herdado da Idade Média (a presença final sobre o campo de batalha), afirmou-se vitorioso. Todavia, um estudo mais atento, feito com base em fontes primárias (relatórios, correspondência e memórias), revela que o exército da província do Alentejo sofreu pesadas baixas e que o alto comando temeu pela própria segurança da fronteira alentejana no seu todo (e do reino de Portugal, em última instância). Não foi por acaso que o exército recolheu a Elvas e que se reforçou o dispositivo de defesa da principal praça de guerra do Alentejo. A iniciativa passou temporariamente para o exército espanhol, que pôs cerco a Elvas, embora não tenha tido êxito.

As minhas pesquisas sobre a batalha e o seu contexto ainda não estão terminadas, mas posso afirmar com alguma segurança que o resultado da batalha de Montijo foi indecisivo e irrelevante para o curso da guerra (o mesmo já não aconteceria com as batalhas de Ameixial e de Montes Claros, na década de 60). O sentimento geral entre os militares portugueses balançou entre uma vitória pírrica e um desastre iminente. Levou a uma apressada reforma da cavalaria portuguesa e à introdução dos couraceiros, imitando a cavalaria espanhola da época. As chefias da cavalaria foram substituídas e o próprio Matias de Albuquerque, apesar de elevado a Conde de Alegrete, não escapou a críticas. É claro que estes dados não aparecem nas relações propagandísticas impressas, mas em documentos cuja circulação era bem mais restrita e reservada à mais alta oficialidade, ao Conselho de Guerra e ao próprio Rei.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado Portuguez</p>
<p>Muito agradeço a sua visita a este blogue. Devo, no entanto, corrigir um pormenor importante no seu comentário: a praça de Valência de Alcântara só foi conquistada pelos portugueses em 1664. Na campanha desse ano, dando sequência à vitória do Ameixial no ano anterior, o exército português tomou a iniciativa das operações e conquistou Valência de Alcântara. Seria devolvida à Coroa Espanhola quatro anos depois, após a ratificação do tratado de Paz.</p>
<p>O caso da batalha de Montijo é bastante mais complexo. Ambos os lados clamaram vitória, mais por motivos propagandísticos (as narrativas impressas eram uma outra &#8220;frente de batalha&#8221;) do que estritamente militares. O exército português, num conceito herdado da Idade Média (a presença final sobre o campo de batalha), afirmou-se vitorioso. Todavia, um estudo mais atento, feito com base em fontes primárias (relatórios, correspondência e memórias), revela que o exército da província do Alentejo sofreu pesadas baixas e que o alto comando temeu pela própria segurança da fronteira alentejana no seu todo (e do reino de Portugal, em última instância). Não foi por acaso que o exército recolheu a Elvas e que se reforçou o dispositivo de defesa da principal praça de guerra do Alentejo. A iniciativa passou temporariamente para o exército espanhol, que pôs cerco a Elvas, embora não tenha tido êxito.</p>
<p>As minhas pesquisas sobre a batalha e o seu contexto ainda não estão terminadas, mas posso afirmar com alguma segurança que o resultado da batalha de Montijo foi indecisivo e irrelevante para o curso da guerra (o mesmo já não aconteceria com as batalhas de Ameixial e de Montes Claros, na década de 60). O sentimento geral entre os militares portugueses balançou entre uma vitória pírrica e um desastre iminente. Levou a uma apressada reforma da cavalaria portuguesa e à introdução dos couraceiros, imitando a cavalaria espanhola da época. As chefias da cavalaria foram substituídas e o próprio Matias de Albuquerque, apesar de elevado a Conde de Alegrete, não escapou a críticas. É claro que estes dados não aparecem nas relações propagandísticas impressas, mas em documentos cuja circulação era bem mais restrita e reservada à mais alta oficialidade, ao Conselho de Guerra e ao próprio Rei.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Portuguez</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-101</link>
		<dc:creator>Portuguez</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 12:48:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://guerradarestauracao.wordpress.com/?p=107#comment-101</guid>
		<description>A mim me parece, fora de qualquer propaganda ou nacionalismo, que a vitória numa batalha é determinada pelo seu resultado final, e não pelos efeitos iniciais do embate.

Resultado final militar: mas também o resultado final político, territorial, e diplomático.

Por isso, se os portugueses não venceram em Montijo, como explicar então a esquecida conquista da importante praça de Valência de Alcântara, nessa mesma campanha de 1644, cidade que permanecerá portuguesa 24 anos, só sendo devolvida a Castela depois do tratado de Paz de 1668?

Penso que isto resolve a questão quanto a Montijo.

Já sobre a Batalha Real, a Catalha de Touro (que agora escrevem Toro não sei porquê), dá-se o inverso. Sabe-se que o exército comandado pelo rei é derrotado, mas que a ala comandada pelo Príncipe Perfeito saiu vitoriosa dos castelhanos: durante muitos anos, este, já rei, foi assim louvado por essa sua vitória pelas plumas portuguesas, que esqueciam a derrota simultânea do rei seu pai. 

Porém, o que conta são os resultados práticos: ficou consolidada a usurpação da coroa castelhana pela infanta Isabel, D. Afonso V volta a Portugal e desiste das suas pretensões ao trono castelhano. Parece portanto que é uma derrota, tão histórica e memorável como foi para o lado contrário a de Aljubarrota.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A mim me parece, fora de qualquer propaganda ou nacionalismo, que a vitória numa batalha é determinada pelo seu resultado final, e não pelos efeitos iniciais do embate.</p>
<p>Resultado final militar: mas também o resultado final político, territorial, e diplomático.</p>
<p>Por isso, se os portugueses não venceram em Montijo, como explicar então a esquecida conquista da importante praça de Valência de Alcântara, nessa mesma campanha de 1644, cidade que permanecerá portuguesa 24 anos, só sendo devolvida a Castela depois do tratado de Paz de 1668?</p>
<p>Penso que isto resolve a questão quanto a Montijo.</p>
<p>Já sobre a Batalha Real, a Catalha de Touro (que agora escrevem Toro não sei porquê), dá-se o inverso. Sabe-se que o exército comandado pelo rei é derrotado, mas que a ala comandada pelo Príncipe Perfeito saiu vitoriosa dos castelhanos: durante muitos anos, este, já rei, foi assim louvado por essa sua vitória pelas plumas portuguesas, que esqueciam a derrota simultânea do rei seu pai. </p>
<p>Porém, o que conta são os resultados práticos: ficou consolidada a usurpação da coroa castelhana pela infanta Isabel, D. Afonso V volta a Portugal e desiste das suas pretensões ao trono castelhano. Parece portanto que é uma derrota, tão histórica e memorável como foi para o lado contrário a de Aljubarrota.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge P. de Freitas</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-64</link>
		<dc:creator>Jorge P. de Freitas</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:38:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://guerradarestauracao.wordpress.com/?p=107#comment-64</guid>
		<description>Estimado Carlos Duran,

Muito agradeço o seu comentário. Espero que continue sendo visitante atento e agradado deste blog.

Cumprimentos

Jorge P. de Freitas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado Carlos Duran,</p>
<p>Muito agradeço o seu comentário. Espero que continue sendo visitante atento e agradado deste blog.</p>
<p>Cumprimentos</p>
<p>Jorge P. de Freitas</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos duran</title>
		<link>http://guerradarestauracao.wordpress.com/2008/05/26/batalha-de-montijo-26-de-maio-de-1644/#comment-63</link>
		<dc:creator>carlos duran</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 15:15:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://guerradarestauracao.wordpress.com/?p=107#comment-63</guid>
		<description>E moi interesante e prudente a sua opiniao sob a batalha de Montijo, eu fixen nunha revista espanhola de historia un estudo sob a dita batalha que tradicionalmente para os espanhois foi ganha sen dubida. Mais penso que e o momento fora propaganda de guerra de buscar a verdade do sucedido. E fundamental, na miña opiniao facer un estudo das duas fontes da batalha, espanholas e portuguesas, tamen buscar outras fontes alternativas e ollar un pouco mais aló procurando a realidade estratexica depois da batalha.
Neste intre, eu penso de seguro que a batalha de Montijo ficou indecisa, a vitoria inicial espanhola e a recuperaçao posterior portuguesa aproveitando a pillagem espanhola no campo de batalha nao tiña força suficiente en nenhum bando para decidir a batalha de maneira contundente.
Estando a cabaleria portuguesa escapada do campo e o exercito de molinghen espallado os dois bandos retiranrose, os espanhois ledos por haber conseguido vitoria inicial, con alguns centos de prisioneiros, e cortado a ofensiva portuguesa, e os portugueses ledos tamen por haber recuperado da grave derrota e recuperado tamen a sua artilheria antes collida polos contrarios, e retirando en orden para Portugal. Depois chegaron a ambas partes a propaganda de guerra, nada que dicir,ainda hoxe se reconsideran muitas batalhas ainda proximas como a batalha de kurks, tradicional derrota alemana na segunda guerra mundial que empeza a considerarse de outra maneira. Ainda mais cando falamos dunha batalha de 1644.
Estou aberto a novas opinioes con muito gusto. Este blog e moito bo, e noto interés pola historia de verdade e nao nacionalismo que non axuda a realidade histórica. Benvidos por iso.
Carlos
Licenciado en historia, estudante dos conflictos bélicos hispano-portugueses e de nacionaidade galego-espanhola.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E moi interesante e prudente a sua opiniao sob a batalha de Montijo, eu fixen nunha revista espanhola de historia un estudo sob a dita batalha que tradicionalmente para os espanhois foi ganha sen dubida. Mais penso que e o momento fora propaganda de guerra de buscar a verdade do sucedido. E fundamental, na miña opiniao facer un estudo das duas fontes da batalha, espanholas e portuguesas, tamen buscar outras fontes alternativas e ollar un pouco mais aló procurando a realidade estratexica depois da batalha.<br />
Neste intre, eu penso de seguro que a batalha de Montijo ficou indecisa, a vitoria inicial espanhola e a recuperaçao posterior portuguesa aproveitando a pillagem espanhola no campo de batalha nao tiña força suficiente en nenhum bando para decidir a batalha de maneira contundente.<br />
Estando a cabaleria portuguesa escapada do campo e o exercito de molinghen espallado os dois bandos retiranrose, os espanhois ledos por haber conseguido vitoria inicial, con alguns centos de prisioneiros, e cortado a ofensiva portuguesa, e os portugueses ledos tamen por haber recuperado da grave derrota e recuperado tamen a sua artilheria antes collida polos contrarios, e retirando en orden para Portugal. Depois chegaron a ambas partes a propaganda de guerra, nada que dicir,ainda hoxe se reconsideran muitas batalhas ainda proximas como a batalha de kurks, tradicional derrota alemana na segunda guerra mundial que empeza a considerarse de outra maneira. Ainda mais cando falamos dunha batalha de 1644.<br />
Estou aberto a novas opinioes con muito gusto. Este blog e moito bo, e noto interés pola historia de verdade e nao nacionalismo que non axuda a realidade histórica. Benvidos por iso.<br />
Carlos<br />
Licenciado en historia, estudante dos conflictos bélicos hispano-portugueses e de nacionaidade galego-espanhola.</p>
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