Infantaria portuguesa, década de 1650

Pormenores de um quadro atribuído ao pintor flamengo Dirk Stoop (1610-1686), patente no Museu da Cidade de Lisboa. Representa um cortejo (provavelmente régio) no Terreiro do Paço, saudado por uma pequena força militar. É plausível que a cena retratada se situe na  primeira metade da década de 50 do século XVII. Dirk Stoop trabalhou em Portugal durante os anos 50 e 60.

Na primeira imagem estão representados piqueiros sem armadura (piques secos; também se dizia picas secas, embora o termo pica fosse castelhano e Joane Mendes de Vasconcelos recomendasse a sua substituição pelo termo português).

Na segunda, a cavalo e à frente de uma fileira de mosqueteiros está um mestre de campo (embora também possa ser um sargento-mor, uma vez que este oficial também tinha direito a montada). No entanto, caso a força fosse oriunda da ordenança de Lisboa, o oficial não seria mestre de campo mas coronel, e em vez de terço, a unidade seria designada por regimento, por tradição. A propósito do posto de sargento-mor, veja-se esta nota num outro blogue de História Militar, o excelente “Lagos Militar”.

Na terceira e última imagem, igualmente à frente da fileira de mosqueteiros, está um sargento, reconhecível pela alabarda que servia como insígnia do seu posto, arma pessoal e instrumento para alinhar as fileiras.

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2 thoughts on “Infantaria portuguesa, década de 1650

  1. Excelente blog. Tenho as suas obras publicadas.
    Não pensa realizar um “post” sobre os postos militares da época. Sei que se trata de uma area fluida e dificil, mas penso que valeria a pena realizar um quadro comparativo com os postos actuais. Eu realizei um há algum tempo para o periodo da guerra peninsular, mas tenho de o rever, pois sei que há algumas incorreções.

    http://www.napoleon-series.org/military/organization/c_portugueseranks.html

    João Centeno

  2. Obrigado pelo comentário, caro João Centeno. E parabéns pelo excelente “Lagos Militar”, do qual sou visitante assíduo.
    Está na calha um post (ou vários) sobre os postos militares, é realmente uma área um bocado complicada, sobretudo quando se procura estabelecer paralelismos com os postos actuais. Mas sairá em breve.

    Jorge Freitas

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