Ainda os dragões e as razões da sua descontinuidade no exército português

Para além dos motivos financeiros enunciados por Martim Afonso de Melo, Conde de São Lourenço, para justificar a transformação da solitária companhia de dragões em cavalos arcabuzeiros na província do Alentejo, registe-se a opinião de D. Luís de Meneses, Conde de Ericeira, a respeito do mesmo assunto:

Mandou El-Rei dividir a cavalaria em tropas de Couraças, e Arcabuzeiros. Formaram-se algumas [na verdade, apenas uma, pois as outras não passaram do papel] de Dragões, que duraram pouco, avaliando-se o seu exercício em Alentejo por inútil, por haver naquela província poucos montes, e menos rios, e na campanha rasa ser mais arriscado que necessário o exercício dos Dragões.

(Conde de Ericeira, História de Portugal Restaurado, Parte I, Tomo II, Lisboa, na Officina de Domingos Rodrigues, 1751, pg.161)

Imagem: “Soldados equipando-se”, pormenor de um quadro de Jacob Duck, Minneapolis Institute of Arts. O militar da direita apresta-se a colocar a bandoleira com os “doze apóstolos” dependurados (cada frasquinho tinha pólvora suficiente para um tiro de arcabuz ou mosquete), mas o uso de botas e esporas revela que é um dragão.

Advertisements

One thought on “Ainda os dragões e as razões da sua descontinuidade no exército português

  1. Pingback: O Marquês de Torrecuso – por Juan Antonio Caro del Corral « Guerra da Restauração

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s