Governadores das Armas – Portugal – Província da Estremadura

Jerónimos

1642 – João de Vasconcelos e Sousa, 2º Conde de Castelo Melhor.

1658 – D. António Luís de Meneses, 3º Conde de Cantanhede e 1º Marquês de Marialva.

1668 – D. João de Mascarenhas, 2º Conde da Torre e 1º Marquês de Fronteira.

Imagem: “Eglise et Couvent Royal á Bellem” – Mosteiro dos Jerónimos, água-forte colorida, inícios do séc. XVIII; apesar da disparidade temporal, o aspecto desta parte de Lisboa não diferia muito da que apresentava décadas antes, durante a Guerra da Restauração. Biblioteca Nacional, Iconografia, E979A.

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Batalha de Montijo – 365 anos depois

Montijo

Neste aniversário do primeiro grande recontro da Guerra da Restauração, remeto para o que escrevi há um ano. Apreciem, entretanto, a magnífica ilustração apresentada em La memoria ausente. Cartografia de España y Portugal en el Archivo Militar de Estocolmo. Siglos XVII y XVIII. O rigor da disposição das tropas pode ser questionável, mas trata-se, acima de tudo, de um extraordinário exemplar de representação de batalha.

Governadores das Armas – Portugal – Província do Alentejo

Elvas

1640-1641 – D. Afonso de Portugal, 5º Conde de Vimioso.

1641 – Matias de Albuquerque.

1641-1643 – Martim Afonso de Melo.

1643 – Joane Mendes de Vasconcelos; D. Vasco de Mascarenhas, Conde de Óbidos; Matias de Albuquerque; Francisco de Melo (general da cavalaria, governador interino).

1643-1645 – Matias de Albuquerque (desde 1644, 1º Conde de Alegrete).

1645 – Joane Mendes de Vasconcelos (interino).

1645-1646 – João de Vasconcelos e Sousa (2º Conde de Castelo Melhor).

1646 – Matias de Albuquerque (1º Conde de Alegrete).

1646-1647 – Joane Mendes de Vasconcelos.

1647 – André de Albuquerque Ribafria (interino).

1647-1650 – Martim Afonso de Melo, 1º Conde de São Lourenço.

1650-1654 – D. João da Costa, 1º Conde de Soure.

1654-1655 – André de Albuquerque Ribafria (general da cavalaria, interino).

1655-1656 – Francisco de Melo, 1º Conde da Ponte.

1656-1657 – D. João da Costa, 1º Conde de Soure.

1657 – André de Albuquerque Ribafria (general da cavalaria, interino).

1657-1658 – Martim Afonso de Melo, 1º Conde de São Lourenço.

1658 – Joane Mendes de Vasconcelos; André de Albuquerque Ribafria (general da cavalaria, interino).

1658-1659 – D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede.

1659-1662 – D. Jerónimo de Ataíde, 6º Conde de Atouguia.

1662 – Frederick Schomberg, Conde de Schomberg; D. António Luís de Meneses, 1º Marquês de Marialva.

1663-1664 – D. Sancho Manuel de Vilhena, Conde de Vila Flor.

1664-1665 – D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede.

1665-1667 – Frederick Schomberg, Conde de Schomberg.

1667-1668 – Dinis de Melo de Castro (mais tarde, Conde de Galveias).

Imagem: Planta das fortificações de Elvas, de autor espanhol, in La memoria ausente. Cartografia de España y Portugal en el Archivo Militar de Estocolmo. Siglos XVII y XVIII.

Postos do exército português (16) – o tenente de mestre de campo general

LElvas3

Dando sequência à série sobre os postos do exército português (já passaram três meses desde que foi publicado o último artigo), cabe hoje a vez do tenente de mestre de campo general. Como o nome indica, era o auxiliar do comandante supremo da infantaria de uma província ou de um exército provincial, e tinha, por sua vez, um ou mais ajudantes. Nos comentários às Ordenanças Militares de 1643, Joane Mendes de Vasconcelos refere-se a este posto nos seguintes termos:

Os tenentes de mestre de campo general se devem consultar sempre de sargentos mores, capitães de cavalos ou tenentes de general da artilharia, e nunca de capitães de infantaria, por não ficarem iguais com seus ajudantes, que de capitães sobem a este posto.

As funções do tenente de mestre de campo general eram exercitar e distribuir todas as ordens recebidas do mestre de campo general e fazer o reconhecimento, no terreno, dos postos que o exército deveria ocupar.

Fonte: “Ordenanças Militares de 1643″, tit. 14º, in AIRES, Cristóvão, Historia Organica e Politica do Exercito Português – Provas, vol. IV, Lisboa, Imprensa Nacional, 1908, pgs. 60-61.

Imagem: Pormenor do painel de azulejos representando a Batalha das Linhas de Elvas, 14 de Janeiro de 1659. “Sala das Batalhas”, Palácio dos Marqueses de Fronteira.

Governadores das Armas – Portugal – Província da Beira

Painel

A província da Beira foi dividida em dois partidos (distritos militares) em 1647, dando seguimento às petições dos povos nas Cortes de 1645-1646. Cada um passou a ter o seu próprio governador das armas. A vila de Alfaiates foi tomada como referência para a divisão. O partido setentrional era denominado como partido de Riba Coa ou Almeida e compreendia as comarcas da Guarda, Pinhel, Lamego, Esgueira e a praça de Sabugal (por motivos práticos, apesar de esta pertencer à comarca de Castelo Branco). O partido meridional era designado por partido de Penamacor ou Castelo Branco e compreendia as comarcas de Castelo Branco, Viseu e Coimbra.

1641 – D. Álvaro de Abranches da Câmara.

1641-1642 – João de Saldanha de Sousa (tenente-general da cavalaria, interino).*

1642-1643 – Fernão Teles de Meneses.

1643-1645 – D. Álvaro de Abranches da Câmara.

1645-1647 – D. Francisco de Mascarenhas, Conde de Serém.

Partidos

Riba Coa ou Almeida

1647-1656 – D. Rodrigo de Castro (mais tarde, 1º Conde de Mesquitela).

1656 – João de Melo Feio (interino).

1656-1658 – D. Rodrigo de Castro (mais tarde, 1º Conde de Mesquitela) – comando único dos dois partidos.

1658-1659 – D. Sancho Manuel de Vilhena (mais tarde, Conde de Vila Flor) – comando único dos dois partidos.

1659-1660 – D. João Forjaz Pereira, 1º Conde da Feira.

1660-1662 – Manuel Freire de Andrade, tenente-general da cavalaria.

1662 – João de Melo Feio.

1662-1663 – D. Sancho Manuel de Vilhena, Conde de Vila Flor – comando único dos dois partidos.

16631668 – Pedro Jacques de Magalhães (mais tarde, 1º Visconde de Fonte Arcada).

Penamacor ou Castelo Branco

1647-1654 – D. Sancho Manuel de Vilhena (mais tarde, Conde de Vila Flor).

1654-1656 – D. Nuno da Cunha de Ataíde (tenente-general da cavalaria).

1656-1658 – D. Rodrigo de Castro (mais tarde, 1º Conde de Mesquitela) – comando único dos dois partidos.

1658-1659 – D. Sancho Manuel de Vilhena (mais tarde, Conde de Vila Flor) – comando único dos dois partidos.

1659-1661 – D. Sancho Manuel de Vilhena (mais tarde, Conde de Vila Flor).

1661 – João de Melo Feio.

1662-1663 – D. Sancho Manuel de Vilhena, Conde de Vila Flor – comando único dos dois partidos.

1663-1668 – Afonso Furtado de Mendonça (mais tarde, 1º Visconde de Barbacena).

* “Foi João de Saldanha o primeiro que na Província da Beira introduziu a cravina e pistola, mandou nela lavrar muitas, onde costumam ser as melhores, especialmente as de Viseu.” (João Salgado de Araújo, Successos Militares das Armas Portuguesas em suas fronteiras depois da Real acclamação contra Castella. Com a geografia das Prouincias, & nobreza dellas, Lisboa, Paulo Craesbeeck, 1644, pg. 121 v).

Imagem: Infantaria portuguesa; pormenor do painel referente à batalha de Montijo, “Biombo dos Viscondes de Fonte Arcada”, in Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.

Balas de grilhão ou cadeia

balas

Já tinham sido referidas num artigo sobre os tipos de munição de artilharia e sua eficácia. Fica aqui o registo fotográfico desta munição, utilizada no mar para destruir o velame dos navios inimigos, e em terra para causar danos terríveis nas formações de batalha – na cavalaria principalmente, mas também na infantaria.

Imagem: Balas de cadeia ou grilhão. Exposição “Piratas, os Ladrões do Mar”, Forte do Bom Sucesso, Belém. Foto de Jorge P. de Freitas.

Governadores das Armas – Portugal – Província de Trás-os-Montes

atouguia

1641 – Martim Velho de Fonseca (sargento-mor de Viana, enviado pelo governador das armas de Entre-Douro-e-Minho, D. Gastão Coutinho).

1641-1643 – Rodrigo de Figueiredo de Alarcão.

1643-1646 – D. João de Sousa Silveira.

1646-1647 – Rodrigo de Figueiredo de Alarcão.

1647-1648 – Francisco de Sampaio (interino).

1648-1649 – Rodrigo de Figueiredo de Alarcão.

1649-1652 – D. Jerónimo de Ataíde (6º Conde de Atouguia).

1652 – António Jacques de Paiva (mestre de campo, interino).

1652-1657 – Joane Mendes de Vasconcelos.

1657-1658 – António Jacques de Paiva (mestre de campo, interino).

1658-1660 – D. Rodrigo de Castro, 1º Conde de Mesquitela.

1660-1668 – D. Luís Álvares de Távora, Conde de São João da Pesqueira. Neste período houve dois governadores interinos, ambos devido a ausência temporária do Conde de São João: 1662 – Domingos da Ponte, o Galego, tenente-general da cavalaria; 1664 – Diogo de Brito Coutinho, mestre de campo general).

Imagem: D. Jerónimo de Ataíde, 6º Conde de Atouguia; Biblioteca Nacional de Lisboa, Iconografia, E4508P.