A defesa da costa portuguesa em 1644 (3) – Torre da Cabeça Seca (Forte de São Lourenço da Cabeça Seca, ou Bugio)

Conhecida durante a Guerra da Restauração como Torre da Cabeça Seca, esta fortificação é actualmente designada por Forte de São Lourenço da Cabeça Seca, ou simplesmente Forte do Bugio.

Torre da Cabeça Seca

Tem esta força sete peças de artilharia de diferentes calibres.

662 balas de artilharia de todo o calibre, em que entram 32 balas de pedra.

9 barris de pólvora.

4 caixões de balas de mosquete e arcabuz.

5 colheres de todo calibre.

3 sacatrapos.

24 mosquetes com doze frascos.

Um arcabuz.

Quatro pés de cabra.

Mantimentos

Doze quintais de biscoito.

4 de arroz.

3 de toucinho.

40 alqueires de grãos.

Duas pipas de vinho.

Necessita de 25 soldados, [e] dez artilheiros com um bom condestável.

De três colubrinas e quatro canhões com suas talhas e bargeiros para estarem na praça baixa, junto ao mar.

E de dois pedreiros [peça de artilharia] mais com a mesma prevenção.

Necessita também de hastes, soquetes, cocharras e lanadas para toda a artilharia, e de reparos.

E de 300 balas para a artilharia que for de novo, e de cem palanquetas.

E de seis quintais de morrão.

40 varas de setelarã para cartuchos.

E acudir-se com brevidade ao parapeito da plataforma de cima, que levou o mar, antes que arruine de todo.

Imagem: O Forte do Bugio, com o seu farol, na actualidade. Foto de Jorge P. Freitas.

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