La frontera cacereña ante la Guerra de Restauración de Portugal: Organización defensiva y sucesos de armas (1640-1668) – artigo de Juan Antonio Caro del Corral

Com os agradecimentos ao estimado amigo Juan Antonio Caro del Corral, aqui fica o seu magnífico artigo, que estou certo será lido com muito interesse. Para aceder, basta clicar na ligação e será descarregado o respectivo ficheiro PDF.

ARTICULO GUERRA PORTUGAL

Imagem: “Combate de Cavalaria”, óleo de Joseph Parrocel.

4 thoughts on “La frontera cacereña ante la Guerra de Restauración de Portugal: Organización defensiva y sucesos de armas (1640-1668) – artigo de Juan Antonio Caro del Corral

  1. Dom Jorge, le felicito. Este blog es magnífico. Muchas gracias por el enlace de este artículo –que aún tengo que leer–, y por dar a conocer la Guerra de Restauraçao.

    Saludos.

  2. Comentário, relativamente ao excelente artigo de Juan Caro del Corral, “La frontera cacereña ante la Guerra de Restauración de Portugal” … (1640 – 1668)

    Na pág. 219, faz o autor referência a um trágico acontecimento, dando a entender que António Soares da Costa teria proposto a “un caballero de noble alcurnia, Alonso de Sande”, “rendirse a las armas de Castilla” e que “negó el acuerdo”. Também diz que “Alonso pasó, junto con 23 compañeros”, outros dizem que seriam 37 os companheiros. Este é apenas um pormenor mas, quanto ao acordo parece-me, a fazer fé no que é conhecido que a verdade é bem outra. Certamente que D.Alonso foi ingénuo, imprudente ou presumiu demasiado das suas qualidades de fidalgo desconhecendo todos os antecedentes patrióticos de António Soares da Costa, bem expressos no que a seguir deixo escrito. Então, porque será que só aparecem cartas de comprometimento de El-Rei de Espanha e nenhuma em que António Soares da Costa se comprometesse fosse no que fosse? É quase ponto assente de que Nuno da Cunha de Athayde e o próprio Rei tinham conhecimento do que se passava. António Soares da Costa já anteriormente tinha dado provas da sua astúcia e patriotismo. No caso presente, quis ter “as costas quentes”, apenas exagerou no tratamento final. Decerto empolgou-se. Foi demitido, segundo consta, mas que poderia fazer El-Rei senão isso? A prova de que foi apenas para calar as bocas do mundo, está na sua ascensão após essa demissão.
    D. Alonso, decerto julgaria estar a tratar com algum dos fidalgos portugueses que, desejosos de manter e aumentar honrarias e benesses, estavam pelos ajustes de trair a pátria restaurada. Enganou-se, presumiu e pagou por isso!
    Talvez isto esteja mais próximo da verdade! Estará ?

    É no cenário da Guerra da Restauração, que aparece uma figura controversa e incontornável na história militar de Salvaterra do Extremo. De seu nome António Soares da Costa, sargento-mor que viria a ser Governador da Praça e que era conhecido por “Machuca”.

    Em 1646, António Soares da Costa, começaria a dar que falar. Era Governador do Forte da Zebreira e ao ser vítima dum ataque dos castelhanos, repeliu-os fazendo grande razia no inimigo.

    Em Outubro de 1648 recebe a Carta Patente de sargento-mor.

    Em 1650, por ordem do Rei, D. João IV, António Soares da Costa, após brava participação num combate em Moraleja, sob as ordens de D. Sancho Manuel (em substituição de D. Rodrigo de Castro que se encontrava doente, em Lisboa) e do Mestre de Campo João Fialho, recebe um alvará de vantagens e vê o seu vencimento aumentado de um escudo.

    Em 1651, talvez no Inverno, sabe-se que já era governador da praça de Salvaterra, o sargento-mor, António Soares da Costa, conhecido como “Machuca”, mandou sair daqui com a sua companhia, o capitão de infantaria, Simão Heitor, para entrar por Castela; poucos regressaram à vila, pois foram surpreendidos e dizimados gravemente pelos espanhóis, nas imediações de Zarza la Mayor. Foram feitos prisioneiros, o capitão e mais oficiais e 40 soldados.
    Esta operação foi feita apenas pelo prazer que teria de infligir baixas no inimigo e não teve em consideração, nem o possível revés, nem o de ela ter sido sem o necessário consentimento de D. Sancho Manuel que, ao ter disto conhecimento, logo o mandou pôr a ferros.
    Porém, também D. Sancho Manuel quis atacar Zarza e para isso precisava do sargento-mor. Pediu ao Rei que o soltasse mas este foi inflexível, dizendo que não se ganharia nada premiando a desobediência.

    Em 1652, era a Beira ainda governada pelo mestre de campo general D. Sancho Manuel de Vilhena, há relato de mais uma escaramuça. Foi o caso de que as tropas portuguesas, com 200 cavalos, fizeram uma incursão até próximo de Moraleja mas retiraram ao saber da aproximação de sete companhias de cavalaria espanhola. Foi então a vez de, no dia 5 de Março, os espanhóis entrarem em Portugal, também sem grande sucesso porque os portugueses tinham recolhido todo o gado e nada pôde ser furtado. Tinham estas escaramuças, principalmente, o objectivo da pilhagem. Porém, ao amanhecer do dia 6 de Março, nos campos de Ceclavin, uma companhia portuguesa formada por 250 cavalos e 500 infantes, que defendia um vau do rio Alagón, no sítio denominado El Pontón, e fazia a cobertura de uma força de cavalaria que fora pilhar gado e que já o tinha em grande número, foi surpreendida pelas forças inimigas comandadas pelo Conde de Troncan que, de pronto mandou avisar o comissário geral, Juan Jacome Mazacan que já se encontrava perto de Monfortinho e Zarza la Mayor.
    Perseguidos por este, os portugueses foram alcançados a meia légua de Alcântara. O recontro foi de tal modo sangrento que se diz terem ficado mortos na campina mais de 150, entre eles um capitão de cavalos, dois tenentes, seis capitães de infantaria, o sargento-mor do terço (o que não é verdadeiro, pois era António Soares da Costa, que sob as ordens do Mestre de Campo, João Fialho, como sargento-mor de António Fialho, governava esse Terço).
    Em 1655, deu-se então o tal episódio que acabaria por ter consequências trágicas. A notícia desta tragédia chegou a Lisboa e há quem diga que a atitude do Governador da praça foi considerada acto de traição e que ele foi destituído, por ordem de El-Rei D. João IV.
    Herói ou vilão, é a grande dúvida! Não é crível que o governador de Salvaterra, dadas as circunstâncias, tenha agido de “moto próprio”.
    Talvez, isso sim, tenha sido apenas uma manobra diplomática de D. João IV, uma vez que também consta que El-Rei, ao corrente da dita proposta, teria sido ele próprio a instigar o Governador a tal procedimento!

    E, isto tendo em atenção o que consta da “Synopse dos decretos remittidos ao extincto Conselho de Guerra”, Claudio de Chaby Portugal, 1869.
    Aí, em Julho de 1655, podem ler-se cartas de El-Rei, a Nuno da Cunha de Athayde, agradecendo-lhe o bom sucesso de que tinha dado conta em relação à defesa da praça de Salvaterra; uma cédula do rei de Hespanha, datada de 20 de Abril, prometendo diversas mercês ao sargento-mor António Soares da Costa, no caso de lhe ser entregue o castelo de Salvaterra; cartas de D. Luiz Mendes de Aro e do Duque de S. Germano, dirigidas a António Soares da Costa. Além de mais documentação que, quanto a mim, atestam bem quem tentou quem!

    O certo é que em Maio de 1657, António Soares da Costa recebe a Carta patente de tenente de Mestre de Campo General

    Em 1666, o partido de Penamacor era governado, na ausência de Affonso Furtado de Mendonça, pelo General de Artilharia António Soares da Costa.

    No dia 27 de Agosto 1666, o Conde de Castelo Melhor escreve a António Soares da Costa pedindo que acuda a Trás-os-Montes. Noutra carta, no dia 26 de Novembro de 1666, diz-lhe o Conde que “viva mil anos por nos dar tal alegrão”, tal era a satisfação com os sucessos alcançados e que por correio seguiria carta de S. Majestade. Envia-lhe ainda uma 3ª carta, no dia 12 de Março de 1667, desejando-lhe que, Deus o permita, viva mil anos pelo que fez a Diogo de Souza.

    Em data (não conhecida por mim) há uma consulta do Conselho de Guerra propondo António Soares da Costa para o posto de Mestre de Campo, vago por morte de Francisco Peres da Silva.

    Também alguém diz, algures: “António Soares, o Machuca, era morador na Guarda e Alcaide mor nela!

    O que aqui deixo escrito, foi bebido aqui e ali (também neste blog) e destina-se apenas a tentar esclarecer. Espero ter contribuído para isso.

    Cumprimentos,
    João Celorico

  3. Ante todo agradecer al estimado sr. Joao Celorico sus palabras acerca de mi artículo.
    Desde luego que la personalidad de Antonio Soares da Costa da para mucho que hablar, y a bien seguro podría escribirse con sus hazañas, llenas de luces y sombras, un extenso trabajo. De echo, el afamado investigador portugués Gastao de Melo de Matos ya dedicó, en 1939, una interesantísima publicación monográfica, en la cual relata toda la trayectoria militar de Soares, con especial dedicación al malogrado asunto de la interpresa de Salvaterra do Extremo en 1655. Todos los datos proporcionados por el sr. Celorico pueden consultarse, con gran apartado de detalles, en dicha obra.
    Lo enrevesado de la trama salvaterrana también da mucho juego de opiniones. Sabemos muchas cosas gracias a la documentación conservada, tanto de una parte como de otra, portuguesa y castellana, camino inexcusable para poder alcanzar un grado de certeza fiable para poder mantener luego una sentencia contrastada.
    Lamentablemente, al menos lo que a modo personal he podido comprobar, casi todas las noticias proceden del lado lusitano, y son ellas mismas las que enfatizan el grado de crueldad empleado por Soares. El propio conde de Ericeira desmerece, en su magnífica obra Historia de Portugal Restaurado, el modo de servir del militar luso.
    Por otro lado, cierto es que De Sande en realidad lo que buscaba era engrandecer su persona, buscando el honor y la gloria que le reportaría rendir plaza tan importante como Salvaterra. Sí, seguramente peco de ingenuo. Pero no hay que olvidar que ese doble juego moral, entre aceptar al rival como amigo y al mismo tiempo pelear contra él, era prácticamente el único modo de poder subsistir en un espacio fronterizo muy castigado por los rigores de la larga guerra.
    La excusa de ganar una plaza enemiga para las armas castellanas sin el uso de la violencia, escondía, como ya he dicho, el deseo de ascenso y enriquecimiento personal, que es lo que verdaderamente interesaba a De Sande y sus compinches.
    No era la primera vez que este hidalgo se beneficiaba de su amistad con el portugués, pues en varias ocasiones anteriores, trafico ilegalmente, comerciando precisamente con presas de ganado y bienes que previamente había conseguido en las escaramuzas llevadas a cabo en tierras del interior portugués, e incluso de la misma Salvaterra.
    En todo caso, habrá que seguir buscando más datos que aporten nuevas luces al asunto que, desde siempre, levanto muchas murmuraciones y curiosidad, convirtiéndose casi en un mito para la historia de Salvaterra, Zarza y Ceclavin.
    Nuevamente agradecer al sr. Celorico su aportación, al tiempo que aprovecho para felicitarle por su excelente blog, donde pueden seguirse (yo así lo hago desde hace tiempo) muchas de las páginas históricas de la muy noble villa de Salvaterra do Extremo.

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