Batalha das Linhas de Elvas, 14 de Janeiro de 1659

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Passam hoje 350 anos sobre a batalha das Linhas de Elvas.

Aqui fica um breve resumo do evento. Um exército de socorro (8.000 infantes, 2.900 cavaleiros e 7 peças de artilharia), sob as ordens do Conde de Cantanhede, D. António Luís de Meneses, foi enviado para tentar pôr fim ao cerco de Elvas, que o exército espanhol comandado por D. Luís de Haro (inicialmente, 14.000 infantes, 5.000 cavaleiros e 19 peças de artilharia) mantinha desde Outubro de 1658. A 14 de Janeiro, pelas 8 horas da manhã, beneficiando do denso nevoeiro que cobriu a aproximação da força, e também do erro de julgamento de D. Luís de Haro, o exército português rompeu as linhas de cerco inimigas e desbaratou os sitiantes, os quais fugiram precipitadamente, imitando o seu comandante-em-chefe. Ao mesmo tempo, D. Sancho Manuel, comandante das forças sitiadas, fez uma surtida para ajudar ao êxito das forças portuguesas. Somente cerca de 5.000 infantes e 300 cavaleiros das forças sitiantes conseguiram chegar a Badajoz. Para trás deixaram toda a artilharia, o depósito de munições, mantimentos e os pertences de D. Luís de Haro, incluindo toda a secretaria com importantíssima documentação. As baixas portuguesas também foram pesadas, com saliência para a morte de André de Albuquerque Ribafria, general da cavalaria.

Apesar desta vitória portuguesa, que apagou a lembrança do tremendo fracasso que tinha sido o cerco de Badajoz no ano anterior, a iniciativa da guerra continuou a pertencer ao exército de Filipe IV. Só as derrotas espanholas nas batalhas campais da década seguinte (1663, Ameixial, e 1665, Montes Claros) levariam a uma inversão dos papéis, até à ratificação da paz no início de 1668.

Imagem: Cerco de Elvas, 1659, por Pedro de Santa Colomba. Biblioteca Nacional, Iconografia, E1090V.

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Linhas de Elvas, 14 de Janeiro de 1659 (água-forte de Dirk Stoop)

Já aqui tinham sido apresentados pormenores desta água-forte de Dirk Stoop, agora mostrada na totalidade, embora com prejuízo do detalhe devido à escala de redução. Não obstante, trata-se de uma excelente representação de um combate durante a batalha das Linhas de Elvas, 14 de Janeiro de 1659.

Biblioteca Nacional, Iconografia, E 648 A.

Bandeiras, estandartes, guiões – exército português (3)

Mais alguns exemplos de bandeiras e estandartes em representações iconográficas coevas. Em cima, pormenor de estandartes de cavalaria com a Cruz de Cristo. Em baixo, pormenor de bandeiras de um terço português (à esquerda) e de um estandarte de cavalaria (em segundo plano), insígnias que apresentam a Cruz de Cristo, contrastando com a Cruz de Borgonha ostentada pelo terço espanhol (à direita da gravura). Ambas as imagens pertencem à água-forte de Dirk Stoop sobre a batalha das Linhas de Elvas (14 de Janeiro de 1659); Biblioteca Nacional, Iconografia, E648A.