Narrativas de feitos de armas (4)

Uma das obras mais interessantes do género é a de João Salgado de Araújo, clérigo e doutor em Direito Canónico, que neste volume reúne, com enorme minúcia, os acontecimentos desenrolados desde a aclamação de D. João IV até ao ano de 1644. Em cada capítulo, a descrição das acções nas diversas fronteiras de guerra é antecedida por uma descrição corográfica de cada província. A obra está disponível on-line, em PDF, na página da Biblioteca Nacional Digital (ver ligação na barra lateral).

Successos Militares das Armas Portuguesas em suas fronteiras depois da Real acclamação contra Castella. Com a geografia das Prouincias, & nobreza dellas, Lisboa, Paulo Craesbeeck, 1644.

Cota da Biblioteca Nacional (Reservados): RES 1484 P.

Narrativas de feitos de armas (3)

Serviço particular, me parece, fiz ao reino com estes Comentários, que irei prosseguindo por satisfazer aos desejos das nações estrangeiras, a que faltam verdadeiras notícias da ocupação, que tivémos nos primeiros anos de sua restauração: cuidando que dormimos sobre nossa felicidade, se desenganaram, que as valorosas armas Lusitanas sabem desempenhar seus créditos, quando menos exercitadas.

Assim escreve, no proémio não paginado, o capitão Luís Marinho de Azevedo. Apesar deste propósito enunciado de prosa laudatória, os Commentarios dos valerosos feitos, que os portuguezes obraram em defensa de seu Rey, & patria na guerra de Alentejo que continuava o Capitaõ Luis Marinho d’Azevedo (Lisboa, na officina de Lourenço de Anveres, 1644), dedicada a Pero da Silva, Conde de São Lourenço, são relativamente objectivos na exposição dos acontecimentos. Transparece, aqui e ali, uma compreensão das vicissitudes dos militares – tanto portugueses como estrangeiros – que raramente se encontra em outras narrativas. A obra contém diversos pormenores interessantes sobre a manobra e as tácticas das forças militares, sendo uma fonte valiosa para o estudo da História Militar do período.

Cota da Biblioteca Nacional: H.G. 5632 P.

Em edição digital, formato PDF, através da ligação à Biblioteca Nacional Digital (veja-se a ligação na barra lateral – pesquizar por Azevedo, Luís Marinho; há 3 obras deste autor).

Narrativas de feitos de armas (2)

Um dos primeiros exemplos de imprensa periódica em Portugal foi a Gazeta, publicação surgida em 1641. Além do intuito propagandístico de divulgação dos episódios bélicos, incluía ainda algumas notícias sobre acontecimentos passados no estrangeiro. Era impressa na oficina de Lourenço de Anveres. Sobre esta e outras publicações, veja-se TENGARRINHA, José, História da Imprensa Periódica Portuguesa, Lisboa, Editorial Caminho, 1989.

Em edição digital, formato PDF, através da ligação à Biblioteca Nacional Digital (veja-se a ligação na barra lateral; depois de aceder, procure-se o ano de 1641; apesar da indicação que os exemplares se reportam ao período de 1641-1647, a colecção disponível em suporte digital termina com o número de Agosto de 1645).

Cota da BNL: Res. 109 v.

Narrativas de feitos de armas (1)

SOUSA, Pedro Vaz Cirne de, Relaçam do que fez a villa de Guimaraens do tempo da felice aclamação de Sua Magestade até o mes de Octubro de 1641, Em Lisboa, por Jorge Rodrigues, à custa de Lourenço de Queirós, anno de 1641.

Biblioteca Nacional, Reservados, res. 96-7 v.

Uma das primeiras narrativas panegíricas da Guerra da Restauração. Em edição digital, formato PDF, através da ligação à Biblioteca Nacional Digital (veja-se a ligação na barra lateral).